O desenvolvimento da piscicultura de peixes nativos no
Brasil é formado basicamente da criação dos peixes tambaqui, pirapitinga, e
dos híbridos tambacu e tambatinga. Há um destaque maior nos
híbridos, principalmente por ter maior precocidade, rusticidade, bom rendimento
de carcaça e de serem bem aceitos pelo mercado consumidor. Outro peixe híbrido de tamanha importância é o pintado da Amazônia, resultante do
cruzamento do peixe cachara com o peixe jundiá da Amazônia.
Entre os peixes exóticos, a tilápia e a carpa são os mais criados no Brasil. Os peixes tipo tilápia e carpas já são bastante descritos e criados em todo o mundo, havendo uma grande quantidade de bibliografia e informações a respeito da melhor forma de criação. A tilápia-do-nilo por exemplo foi um dos primeiros peixes a serem criados em aquicultura pelos antigos Egípcios (4000 anos). A tilápia é um peixe com excelente controle biológico para alguns problemas de infestações de plantas aquáticas. Eles preferem plantas aquáticas que flutuam, mas também consomem algumas algas fibrosas.
Neste artigo, o principal foco são as espécies nativas de interesse comercial. As espécies citadas acima são as que no momento estão sendo criadas com maior intensidade, pois a biodiversidade no Brasil possibilita a avaliação de dezenas de outros peixes a serem utilizados na criação comercial.
Entre os peixes exóticos, a tilápia e a carpa são os mais criados no Brasil. Os peixes tipo tilápia e carpas já são bastante descritos e criados em todo o mundo, havendo uma grande quantidade de bibliografia e informações a respeito da melhor forma de criação. A tilápia-do-nilo por exemplo foi um dos primeiros peixes a serem criados em aquicultura pelos antigos Egípcios (4000 anos). A tilápia é um peixe com excelente controle biológico para alguns problemas de infestações de plantas aquáticas. Eles preferem plantas aquáticas que flutuam, mas também consomem algumas algas fibrosas.
Neste artigo, o principal foco são as espécies nativas de interesse comercial. As espécies citadas acima são as que no momento estão sendo criadas com maior intensidade, pois a biodiversidade no Brasil possibilita a avaliação de dezenas de outros peixes a serem utilizados na criação comercial.
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Outros peixes entre as espécies de peixes nativas, além das já citadas, que têm grande influência econômica no país destaca-se a matrinxã, a piraputanga, a piracanjuba, o pintado, o piavuçu, o tambaqui, a curimbatá e o pirarucu.
Outros peixes entre as espécies de peixes nativas, além das já citadas, que têm grande influência econômica no país destaca-se a matrinxã, a piraputanga, a piracanjuba, o pintado, o piavuçu, o tambaqui, a curimbatá e o pirarucu.
PACU
Peixe típico tradicional
encontrado no pantanal sul-mato-grossense, dos rios amazônicos e bacia
do Prata, que é originária
dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai.
O nome pacu é o nome geral dado a várias espécies de peixes caracídeos da subfamília serrasalminae que também inclui várias espécies de piranhas.
O pacu é um peixe, muito apreciado na
culinária em Cuiabá e na região do Pantanal mato-grossense. Alimenta-se
de frutos, caranguejos e de detritos
orgânicos encontrados na água. Chega a atingir 25Kg de peso mas é
comum se encontrar esse peixe em habitat natural com até 8 Kg de peso.
Deve-se destacar que o pacu é muito utilizado para criação a
nível comercial em função de já existir um comércio regular desse peixe. Porém
quando criado em cativeiro, o pacu passou a apresentar algumas características
indesejáveis para o produtor e o consumidor. Para o consumidor, um acúmulo
excessivo de gordura; para o produtor um crescimento lento e consequentemente
aumento nos custos.
Para resolver esse problema, os produtores de ração
desenvolverão rações de melhor qualidade, e dessa forma é possível produzir um
pacu com menor quantidade de gordura e crescimento mais rápido, sem alcançar,
no entanto, os índices de produtividade do tambaqui e dos híbridos nas mesmas
condições.
No período da Semana Santa, esse
peixe é muito procurado pela população. Atualmente, esse é o melhor período
para sua comercialização. No comércio do dia a dia dos supermercados, os preços
do pacu e tambacu são os mesmos. A criação comercial do pacu é justificada
somente se o produtor fizer a venda diretamente para o consumidor final. Para a
venda aos frigoríficos e atacadistas, o valor pago não é compensador.
PIRAPUTANGA
Nome científico (Brycon microleps) é um peixe de escamas da família Characidae, típico de água doce chamado Piraputanga e conhecido popularmente com o mesmo nome. No Mato Grosso, é popularmente chamada de Pêra.
Dispõe também de um grande potencial no mercado nacional, principalmente pelo fato de o seu nome “Matrinxã” ser conhecido em quase todo Brasil e estar associado a peixe de excelente sabor e qualidades. Apresenta a possibilidade de se utilizar corantes na ração, como “astaxantina”, produzindo, um efeito de cor do salmão do Chile.
Os peixes: pintado, surubim ou cachara comercializados no Brasil hoje são praticamente resultantes de captura nos rios, principalmente nas bacias Amazônica e Paraguai.
É uma espécie que realiza migrações reprodutivas, tróficas e de dispersão. Durante a época de cheia, entra na mata inundada onde se alimenta de frutos ou sementes. Na época da seca, os indivíduos jovens ficam nos lagos de várzeas onde se alimentam de zooplâncton e os adultos migram para os rios de águas barrentas para desovarem (Piracema). Na época de desova eles não se alimentam, vivendo apenas da gordura que acumularam durante a época cheia. Sua reprodução artificial vem sendo feita já algum tempo com sucesso.
O tambaqui assume agora, uma grande importância significativa nos criatórios de peixes em toda região amazônica. Atualmente a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), por meio do projeto Aquabrasil, está fazendo o melhoramento genético desse peixe, o que resultará em breve em animais com melhor desempenho.
Essa nova espécie híbrida vem sendo muito utilizada nos criatórios por serem de fácil adaptação e muito resistentes, apresenta crescimento rápido e ganho de peso em curto espaço de tempo e não possui muita gordura. No mercado, os consumidores não costumam fazer distinção com os outros peixes redondos (tambaqui, tambacu e pacu), sendo apreciado da mesma forma.
Atualmente a procura pelo piavuçu aumentou significativamente. Esse peixe é recomendado para a criação em consórcio. O piavuçu aproveita muito bem a alimentação natural dos viveiros, contribuindo para melhoria da qualidade da água. Tem ótimo desenvolvimento podendo alcançar 60 cm de comprimento com até 5 Kg e se adapta muito bem em vários sistemas de produção.
Obs. O piavuçu é contraindicado para criação em "Tanques-rede" por ter o hábito de roer. Quando as malhas são plásticas, ele as corta e, no caso de metálicas recobertas de plástico, retira o plástico, ficando o arame exposto à ação da ferrugem.
Vive em cardumes e se alimenta
principalmente de matéria vegetal (frutos, flores e sementes) e raramente, de
pequenos animais como: crustáceos, peixes e pequenos insetos, popularmente
chamada de pêra, a Piraputanga é muito apreciada na culinária cuiabense por ser um dos peixes mais
saborosos da bacia do Rio Paraná-Paraguai e também da região Centro-Oeste.
A sua carne é muito saborosa e, quando cozida possui uma
coloração avermelhada, o que faz com que algumas pessoas acreditem que durante
o preparo, o extrato de tomate foi utilizado como tempero. Caracteriza-se por
uma carne salmonada de sabor leve e agradável.
O piraputanga é um peixe de crescimento rápido, bastante
agressivo para se alimentar, consome até 10% de seu peso em ração por dia. Porém esse peixe tem alguns entraves de sua criação, a
exemplo do processamento e comercialização. Por apresentar um grande número de
espinhas intramusculares, sendo assim a carne precisa ser retirada ou retalhada
para a comercialização e consumo. Esse fato passa a onerar o preço do produto
final.
Outro problema está na despesca. Se o piraputanga não for
manejado adequadamente o peixe sofre um grande estresse e como consequência uma
perda na qualidade e na consistência de sua carne. Outro ponto negativo e o seguinte: Esse peixe é um peixe em que o consumo ocorre praticamente na grande
Cuiabá, sendo portanto desconhecido em outros estados e regiões do Brasil.
A
introdução desse peixe no mercado fora de Cuiabá requer um trabalho intenso de
marketing para divulgação do produto, além da busca por solucionar de forma mais prática e
produtiva o problema do excesso de espinhas. Uma das alternativas de demanda da
produção é a sua utilização na produção de enlatados, tipo sardinha.
Em boas condições de manejo e alimentação, o peixe chega a
alcançar 500 g em apenas seis meses de idade, atingindo um quilo ou pouco mais, com 12
meses de idade.
Peixe com escamas da família Characidae,
a Matrinxã (Brycon amazonicus) é um peixe que lembra muito um lambari
grande. O corpo é alongado, um pouco alto e comprimido. Sua coloração
geral é prata nos flancos, com dorso mais escuro em marrom ou preto e a
nadadeira da calda geralmente são com faixas negras e bordas brancas.
Apresenta
uma mancha circular escura na região umeral. Têm boca pequena e
ornamentada com várias fileiras de dentes multicuspidados (com várias pontas)
cortantes e trituradores, dispostos no maxilar superior. Produz um muco
abundante e viscoso, de aspecto leitoso. Atinge pouco mais de 70cm de
comprimento e cerca de 4,5kg de peso aproximadamente.
Esse peixe é muito comum na Bacia
Amazônica e também no Rio Araguaia. Sua carne é muito saborosa, além de ter um
crescimento muito rápido em decorrência de seu apetite. Há várias espécies
todas chamadas de matrinxã. Alguns apresentam problemas, como a piraputanga,
por ter muitas espinhas intramusculares no filé.
Dispõe também de um grande potencial no mercado nacional, principalmente pelo fato de o seu nome “Matrinxã” ser conhecido em quase todo Brasil e estar associado a peixe de excelente sabor e qualidades. Apresenta a possibilidade de se utilizar corantes na ração, como “astaxantina”, produzindo, um efeito de cor do salmão do Chile.
PINTADO DA AMAZÔNIA
É um peixe da família dos Siluriformes,
ocorrendo exclusivamente nas bacias dos Rios São Francisco, Rio Amazonas Bacia
da Prata e em grande quantidade no Rio Paraná todos na América do Sul é uma
espécie fluvial de couro com hábitos noturnos. Sua cabeça é achatada e volumosa.
A coloração é cinza-parda, com o ventre
esbranquiçado e pequenas manchas pretas circulares, inclusive em suas
nadadeiras. O seu lugar preferido é o fundo dos rios, tem longos barbilhões e
carne de excelente qualidade. É um dos maiores peixes do Brasil, normalmente
atinge 1m de comprimento, pesando entre 60 kg e 80 kg. Mas há
registros de exemplares com mais de 2m e pesando aproximadamente 100 kg.
Com o melhor valor de venda no
mercado, esse peixe tem uma carne muito saborosa, de consistência firme e sem
espinhas. A facilidade de preparo e o sabor suave são uns dos motivos do
sucesso que o pintado da Amazônia faz em todo o Brasil.
Até pouco tempo, um dos inconvenientes
na sua criação era exatamente o preço dos alevinos dificuldades de manejo e a
utilização de ração com 42% de proteína bruta.
Recentemente, produtores do norte
de Mato Grosso desenvolveram peixe híbrido resultante do cruzamento do cachara
com jundiá da Amazônia, tendo como resultado o híbrido pintado da Amazônia. Esse híbrido, também conhecido
como “Pincachara” está revolucionando a piscicultura em Mato Grosso e deve
mudar o seu perfil nos próximos anos. Confira as vantagens do pintado:
- Rendimento de filé superior até 50%;
- Alimentação na fase de crescimento e terminação com rações de 32% de proteína bruta;
- As características do filé são semelhantes aos peixes: pintado, cachara ou surubim;
- Peixe dócil, de fácil manejo;
- Couro de boa qualidade resistência e aparência, que pode ser utilizado na fabricação de mantas para comercialização, como couros exóticos, bem malhados;
- Facilidade de evisceração para produção de filés ou postas.
- Alimentação na fase de crescimento e terminação com rações de 32% de proteína bruta;
- As características do filé são semelhantes aos peixes: pintado, cachara ou surubim;
- Peixe dócil, de fácil manejo;
- Couro de boa qualidade resistência e aparência, que pode ser utilizado na fabricação de mantas para comercialização, como couros exóticos, bem malhados;
- Facilidade de evisceração para produção de filés ou postas.
Dentre as desvantagens da criação
destaca-se o comportamento de canibalismo, (Quando os peixes maiores comem os
menores) o que obriga uma seleção com a
retirada dos peixes maiores do lote.
No sistema de produção em
tanques-redes, da chegada dos alevinos com 10 gramas até atingirem 240 gramas,
deve-se fazer dois processos de seleção. Nos viveiros escavados, apenas uma seleção
é o suficiente.
Os peixes: pintado, surubim ou cachara comercializados no Brasil hoje são praticamente resultantes de captura nos rios, principalmente nas bacias Amazônica e Paraguai.
O pintado híbrido ou "Pincachara" vai
atuar decisivamente na redução da pressão de pesca sobre os estoques naturais
ao oferecer um produto de melhor qualidade por um melhor preço, trazendo, benefícios
diretos à natureza e grande economia para o País, por gerar muito mais empregos
formais do que os criados pela pesca desses peixes, além do consumo de insumos
que move indústrias, comércio e serviços.
TAMBAQUI
O tambaqui de nome científico “Colossoma
macropomum“ também chamado popularmente de "Pacu Vermelho" é um peixe de escamas
típico da água doce com o corpo romboidal, nadadeiras adiposas curta com raios
nas extremidades; Tem dentes molariformes e rastros branquiais longos e
numerosos, é um peixe nativo da bacia Amazônica. Sua espécie é distribuída na
região Norte, além dos Estados de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e
Paraná. É um peixe omnívoro, com
preferência por sementes de castanheiras e de palmeiras. Alimenta-se também de
plâncton, frutas, insetos aquáticos, caracóis, sementes e grãos de cereais,
pequenos peixes, folhas e brotos de plantas aquáticas. O seu habitat natural preferido
são as matas inundadas. Tem a sua carne bastante apreciada pela culinária amazônica,
pode alcançar até 90 cm de comprimento e atingir até 30 Kg de peso.
É uma espécie que realiza migrações reprodutivas, tróficas e de dispersão. Durante a época de cheia, entra na mata inundada onde se alimenta de frutos ou sementes. Na época da seca, os indivíduos jovens ficam nos lagos de várzeas onde se alimentam de zooplâncton e os adultos migram para os rios de águas barrentas para desovarem (Piracema). Na época de desova eles não se alimentam, vivendo apenas da gordura que acumularam durante a época cheia. Sua reprodução artificial vem sendo feita já algum tempo com sucesso.
O tambaqui assume agora, uma grande importância significativa nos criatórios de peixes em toda região amazônica. Atualmente a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), por meio do projeto Aquabrasil, está fazendo o melhoramento genético desse peixe, o que resultará em breve em animais com melhor desempenho.
TAMBACU
Tambacu é um peixe híbrido
desenvolvido a partir do cruzamento entre o peixe tambaqui (Colossoma
macropomum) e o peixe pacu-caranha (Piaractus mesopotamicus).
Foi criado para combinar o que há de melhor entre essas duas espécies maior
crescimento do tambaqui e a resistência do pacu. Na produção artificial, usa-se,
portanto ovas de tambaqui e semem de pacu.
O tambacu é um peixe híbrido de
com grande importância hoje nos criatórios da região Centro-Oeste. Essa espécie
conseguiu esse espaço em função da facilidade de produção de alevinos, rusticidade,
bom desenvolvimento, maior adaptação a temperaturas mais frias e carne de excelente
qualidade. É considerado o “nelore das águas”, numa referência à raça de gado
bovino com alto valor comercial. O tambacu, nas condições de água com baixa renovação,
alcança nas propriedades produtividade de até a 9.000 kg/ha. Seu desenvolvimento
é precoce, chegando a ter peixes com peso superior a 1,8 kg a partir de nove meses
de criação.
Peixe com carne de excelente
sabor é comercializado, principalmente, na forma de ventrecha (costela),
denominação dada ao corte tipo postas das costelas. O seu preço competitivo no mercado
faz com que toda a população tenha acesso e consumo regular. Atualmente, há
mais de 12 tipos de produtos e cortes oriundos desse peixe, a exemplo de
ventrecha, filezão, filezinho, suã, linguiça, hambúrguer, salaminho defumado,
cabeça, costelinha, caldo, banda e outros.
TAMBATINGA
O peixe de escamas de nome
popular Tambatinga (Tambaqui + Pirapitinga) da família Characidae é um peixe
hibrido resultante do cruzamento entre os peixes tambaqui (fêmea) de nome
científico “Colossoma macropomum” e o peixe macho pirapitinga (Piaractus brachypomus),
ambos da bacia do Araguaia, o tambatinga tem como principais vantagens à agressividade
ao se alimentar e a elevada taxa de crescimento. Importante também destacar sua
aparência, já que certamente é um peixe mais bonito por apresentar a região ventral
com tons de vermelho e amarelo. É um peixe onívoro e possui hábitos alimentares
Iguais aos dos seus ancestrais. As cores são mais claras e pode ultrapassar os
20 Kg de peso.
Essa nova espécie híbrida vem sendo muito utilizada nos criatórios por serem de fácil adaptação e muito resistentes, apresenta crescimento rápido e ganho de peso em curto espaço de tempo e não possui muita gordura. No mercado, os consumidores não costumam fazer distinção com os outros peixes redondos (tambaqui, tambacu e pacu), sendo apreciado da mesma forma.
Piavuçu
O piaviuçu (Leporinus macrocephalus ) é um peixe de escamas típico de água doce conhecido popularmente como piaçu bastante apreciado e valorizado na região Sudeste. É um peixe omnívoro, com tendência a herbívoro, habita os poços abaixo das corredeiras e alimentam se de caranguejos, frutas e pequenos peixes.
Quanto a produção o Piavuçu
realiza a desova total, ou Piracema. É um peixe que faz longas migrações rio
acima para se reproduzir, podendo percorrer, em um só dia, mais de 4 km contra
a correnteza.
Atualmente a procura pelo piavuçu aumentou significativamente. Esse peixe é recomendado para a criação em consórcio. O piavuçu aproveita muito bem a alimentação natural dos viveiros, contribuindo para melhoria da qualidade da água. Tem ótimo desenvolvimento podendo alcançar 60 cm de comprimento com até 5 Kg e se adapta muito bem em vários sistemas de produção.
Obs. O piavuçu é contraindicado para criação em "Tanques-rede" por ter o hábito de roer. Quando as malhas são plásticas, ele as corta e, no caso de metálicas recobertas de plástico, retira o plástico, ficando o arame exposto à ação da ferrugem.
Tem um filé bastante
desenvolvido, com ótimo rendimento de carcaça. Em função das espinhas no filé,
o seu processamento é semelhante ao matrinxã. No entanto, testes realizados pelo professor
Paulo Rossignoli, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Mato
Grosso, demonstraram que esse peixe tem um ótimo rendimento, além de bom sabor
quando processado e acondicionado em latas “tipo sardinha”. Nessa situação, não
é necessário retirar as espinhas, pois o processo de cozimento na autoclave
cozinha todos os ossos, amolecendo-os e mantendo, devidamente, a forma e o
sabor.
CURIMBATÁ
O peixe de água doce chamado
Curimbatá de nome científico Prochilodus
da família dos Prochilodontidae é conhecido popularmente como: Curibatá,
Curimatá, Curimatã, Curimataú, Curimba, Curumbatá e Crumatá. É um peixe de
escamas ásperas, sua coloração é cinza-prateada, com faixas transversais escuras.
Possui um espinho curto e dirigido à frente, na origem da nadadeira dorsal.
Pode alcançar até 30 cm de comprimento e atingir cerca de 450 gramas ou mais.
Essa espécie produz uma desova
total a partir de novembro, que realiza a Piracema (fazem grandes
deslocamentos em cardumes para desovarem em condições mais favoráveis ao desenvolvimento
da prole). Sua primeira maturação sexual ocorre em indivíduos com cerca de 20 cm
de comprimento e é encontrado em todo o território brasileiro.
O curimbatá é utilizado na
piscicultura comercial apenas como um peixe secundário. Não compete em termos
de alimento com os outros peixes, aproveitando resíduos do fundo do viveiro.
No entanto esse peixe tem grande
utilidade para a melhoria da qualidade de água dos viveiros e represas. Sua
densidade populacional deve ser de até 5% do total de peixes criados no viveiro. Por ter a característica de
remover o fundo do viveiro, fuçando como porco recomenda-se sempre a sua
criação em consórcio com outros peixes nativos. O seu hábito alimentar ajuda a
melhorar a qualidade de água dos viveiros, fazendo com que os gases resultantes
da decomposição de restos de ração e fezes sejam constantemente eliminados,
ajudando, assim, a manter a qualidade da água.
É um peixe que processa parte dos
restos orgânicos do viveiro, transformando lixo em proteína de peixe de
excelente sabor e valor nutricional.
A criação de curimbatá, associada
à utilização de rações de boa qualidade e boas práticas de manejo, evita a
necessidade de esvaziamento e limpeza dos fundos dos viveiros periodicamente,
reduzindo, desse modo, custos e contribuindo ainda com a natureza, por evitar
despejo regular de efluentes dos viveiros nos córregos, riachos e rios.
O curimbatá é um peixe que ajuda
a natureza e o piscicultor, financeiramente.
PIRARUCU
Pirarucu (Arapaima gigas) é
um dos maiores peixes de água doce fluvial do Brasil. O pirarucu é um animal
onívoro, pois se alimenta de seres animais e vegetais. Na alimentação do desse peixe,
podemos encontrar frutas, vermes, insetos, moluscos, crustáceos, peixes,
anfíbios, répteis e até mesmo aves aquáticas.
No período de seca, os peixes
formam casais. Nesse período, o pirarucu macho aumenta a intensidade da
coloração avermelhada nos flancos. Antes de a fêmea depositar os ovos no leito
do rio, o macho faz a limpeza da área e arranca com as mandíbulas raízes e
galhos presentes no local escolhido. Em seguida cava uma poça circular, onde a
fêmea inicia a desova, para que seu companheiro possa fecundar os ovos. Durante
a incubação, a fêmea permanece mais próxima do ninho, enquanto o macho nada nas
redondezas para intimidar predadores que possam trazer perigo aos ovos. Os ovos
eclodem após um período de oito a 10 dias.
O pirarucu é o peixe regional que
apresenta as melhores características zootécnicas: desenvolvimento,
precocidade, rendimento de carcaça, qualidade da carne, amplo mercado consumidor
interno e externo. Podendo atingir três metros e seu peso pode ir até 200 Kg.
Em contrapartida, atualmente a
produção de alevinos se apresenta limitada por causa de tecnologia insuficiente
para assegurar um processo em larga escala a preços economicamente viáveis.
A solução desse gargalo trará à
piscicultura nacional um salto de desempenho, certamente nunca visto em nenhum
outro segmento do agronegócio no Brasil.
Originário da região Norte do
Brasil, desde o rio Araguaia até o Amazonas, durante muito tempo esse peixe foi
exportado para Europa como o bacalhau brasileiro, sendo bastante aceito no
mercado português.
A produção em larga escala dos
alevinos, a preços competitivos, trará novas oportunidades para esse rentável
mercado.
Em função do seu local de origem,
esse peixe não suporta os climas frios, adaptando-se bem somente em águas que
se mantêm acima de 24ºC. Em regiões de inverno, como Sul e Sudeste sul, deve
ser criado em viveiros protegidos dos ventos frios com estruturas tipo estufa
ou aquecimento da água.
Referências
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- Manual como Iniciar
Piscicultura com Espécies Regionais. Sebrae,
Brasília, 2013. 46 p: il.;
color.
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É isso ai pessoal, agora é sua vez! fiquem a vontade para postarem o que quiser.
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