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CASA ECOLOGICAMENTE CORRETA

O nosso objetivo aqui é mostrar como desenvolver uma casa ecologicamente correta expondo um produto inovador modificando seu estilo de vida, de maneira que gere economia no seu bolso e ao mesmo tempo a certeza de que está fazendo a coisa certa.

A ideia de uma casa ecologicamente correta surgiu das necessidades de se produzir uma casa e que na execução do seu projeto não houvesse agressões à natureza e ainda lucrar com a construção propriamente dita onde os custos são mais baratos e ao mesmo tempo, propondo uma proposta de proteção e preservação do meio ambiente.


PROJETO E EXECUÇÃO DA CASA
A primeira vista, a casa abaixo parece comum, mas no Brasil existem ainda poucas como ela. Trata-se de uma construção que obedece aos preceitos da nova arquitetura verde. Seu objetivo é aproveitar o máximo possível dos recursos naturais disponíveis e causar o mínimo possível de prejuízos ao meio ambiente.


Para um melhor entendimento, dividimos a construção e execução do projeto da casa em seis partes: Alvenaria, madeiramento, parte elétrica, hidráulica, esgoto e acabamento. Logo abaixo descriminamos em detalhes cada um deles.

ALVENARIA
Na alvenaria escolhemos TIJOLOS DE SOLO-CIMENTO (Conhecido como blocos de cimento).


Por que é ecológico? – Simples! Porque seca ao sol e sua matéria prima areia e cimento (uma mistura de pó de rocha e gesso). Esse material é bio degradável e não precisa ir ao forno (A lenha ou carvão). Ao contrário de como é feito com os demais tipos de tijolos cerâmicos.

Quanto custa? - o dobro do preço da versão comum, mais atenção! Vale a pena investir no tijolo ecológico (bloco de cimento). Porque como dispensa acabamento com massa corrida, e gasta muito pouco argamassa com o embolso (Famoso reboco). Na ponta do lápis, não onera quase em nada o orçamento da obra.

Vantagens:
- Maior isolamento acústico,
- A construção fica mais resistente a fissuras,
- Menor consumo de argamassa,
- Maior agilidade na obra (economia com mão de obra),
- As paredes suportam mais peso,
- Dispensa massa corrida para acabamento,
- Dispensa fornos na sua fabricação. Portanto, não contribui com desmatamento nem poluições com queimadas.
- Maior proteção contra balas perdidas.


MADEIRAMENTO
A melhor opção encontrada e que obviamente escolhemos foi “MADEIRAS COM CERTIFICAÇÃO DE ORIGEM”, expedido pelo ministério da agricultura.

Por que é ecológica? Por que vem com um selo que atesta que a madeira foi extraída sem degradar o solo nem o ambiente de onde foi retirada. Em sua maioria são empresas que replantam as madeiras extraídas através de um manejo seguro e sustentável.

Quanto custa? 15% mais caro do que a mesma madeira sem a certificação.

Comentário dos especialistas: circula entre a sociedade a ideia de que a madeira ecológica(Certificada) tenha melhor qualidade mas não é verdade. Sua única diferença para as outras está no processo de extração.



PARTE ELÉTRICA
A instalação elétrica não custa mais do que 5% do custo total da obra, mais muitas pessoa ainda fazem economia na qualidade do material e muitas vezes nos tipos de lâmpadas utilizadas. Gente, não vale apena. Esse tipo de economia não vai ajudar, trata-se de um assunto muito delicado. 

A eletricidade é sem dúvida uma das partes mais importante em uma construção residencial, já que nos tornamos quase que dependentes dela. No entanto o fornecimento de eletricidade através de companhias hidrelétricas está cada vez mais difícil e consequentemente mais caro. Uma das soluções encontradas para minimizar essa questão são as “MINIUSINAS RESIDENCIAIS”. 

Em nosso projeto, vamos indicar dois tipos de miniusina ambas de baixo custo, fácil instalação e grandes resultados, são elas:


 - O sistema de captação de energia eólica (usa-se a força de uma espécie de catavento para girar um alternador e dessa forma gerar energia elétrica),





- E o sistema de captação de energia solar (Usam-se placas fotovoltaicas para esse sistema. Quando o sol incide sobre elas os cristais de quartzo nelas contidas se agitação entre se e dessa forma geram energia elétrica). 






Esses sistemas permitem que a energia captada (Eólica ou solar), possa ser: armazenada e transformada em energia elétrica e, posteriormente, usada para aquecimento de águas para banhos e higienização de louças, iluminação de baixa intensidade e pequenos serviços.



Por que é ecológico? Por que com essas miniusinas caseiras instaladas em residências, se gasta 30% menos energia elétrica do tipo comprada na companhia de abastecimento elétrico.



Quanto custa? Aproximadamente: R$ 6.000,00 (Seis mil reais) em março de 2014.


Comentário dos especialistas: com a economia feita na conta de luz, o investimento se paga em aproximadamente dois anos.



Uma ressalva: o sistema alternativo ainda não substitui a energia convencional mais dá um grande passo em busca de uma energia renovável e alto sustentável. Por isso, vale também utilizar lâmpadas economizadoras de energia, aquecedores solares, dispositivos fotocélula para liga e desligar lâmpadas externas, aparelhos eletroeletrônicos da linha branca e etc..




HIDRÁULICA
Esse é um dos assuntos mais polêmico e discutido em todos os níveis da sociedade. Com o crescimento demográfico e populacional cresce também os centros urbanos e com eles as grandes questões de como resolver esse ou aquele problema. Um deles é a escassez de água.



Pesando em diminuir os efeitos desse problema optamos por utilizar um “Sistema de aproveitamento de águas das chuvas".

Em uma região chuvosa, como Sorocaba, por exemplo, metade da água necessária às famílias dessa região vem desse tipo de sistema. Consiste apenas em captar águas de chuvas através de bicas e caneletas e depois armazenar em tanques subterrâneos (Conhecidos popularmente por cisternas).


Quanto custa? - Próximo de R$ 2 500,00 (para uma casa com 100 metros quadrados) pesquisa de custos feito em março de 2014.

Comentário de especialistas: compensa investir no sistema. Além de ajudar a economizar na conta de água, é garantia de abastecimento de água para o futuro, quando esse bem pode se tornar um item mais escasso e muito caro!

Os benefícios são muitos, entre eles estão:
- A diminuição de grandes enxurradas de água em volta de sua casa nos dias de chuvas,
- Armazenamento de um bem precioso e já escasso,
- Economia na conta água,
- Contribuição com a natureza.



ESGOTO
Esse é sem dúvida um dos assuntos mais importantes no planejamento e execução da obra.  A construção “errada” de um sistema de esgoto pode contribuir para um dos maiores problemas que se possa imaginar podendo afetar ate mesmo a saúde da população.

Esgoto é o termo usado para denominação das águas residuais que, após a utilização humana, apresentam as suas características naturais alteradas.  Conforme o uso predominante: comercial, industrial ou doméstico essas águas apresentarão características diferentes e são genericamente designadas de esgoto, ou águas servidas.

O esgoto doméstico é composto essencialmente por água de banho, excretas, papel higiênico, restos de comida, sabão, detergentes e águas de lavagem, oriundos das águas servidas de residências, instituições, estabelecimentos comerciais ou quaisquer edificações que disponham de instalações de banheiros, lavanderias e cozinhas (Ministério da Saúde, 1999).

O esgoto não tratado pode prejudicar o meio ambiente e a saúde das pessoas. Os agentes patogênicos podem causar doenças como a cólera, a difteria, o tifo, a hepatite e muitas outras.

A solução correta seria que o estado através dos seus municípios criassem um sistema adequado de saneamento básico que pode ou não incluir uma Estação de Tratamento de Águas Residuais, conforme a necessidade.



Mas (voltando para a realidade) é ciência de todos que na prática isso não acontece na maioria das cidades ou em parte delas. Portanto fica a cargo do construtor a responsabilidade de planejar e instalar um sistema que esteja adequado para as necessidades da família, Tendo com base e obedecendo as normas da isso 140001(Ecologicamente correto).



Para o nosso projeto, optamos por usar um sistema biodigestor e um sistema de reaproveitamento de águas servidas. Esses dois componentes serão suficientes para o nosso projeto.

Biodigestor
É um conjunto de reservatórios especiais usados para o processamento de matéria orgânica, como, por exemplo, fezes, urina, restos de animais descartados em frigoríficos e sobras vegetais de produção agrícola. 


Legenda
1 - Válvula de retensão,
2 - Chaminés de alívio,
3 - Curvas longas com 90° de ângulo,
4 – Tê de inspeção,
5 – Caixas de fibrocimento com capacidade para 1000L,
6 - Caixa coletora,
7 – Registro de esfera com 50/mm de diâmetro.

Um biodigestor funciona como um reator químico em que as reações químicas têm origem biológica, ou seja, são feitas por “bactérias” e “archaeas” que digerem matéria orgânica em condições anaeróbicas (isto é, em ausência de oxigênio). Em primeira mão o biodigestor anaeróbico produz dois produtos importantes:
- O biogás, que é uma mistura de gases – Cerca de 75% metano e 25% CO² e,
- Fertilizantes de ótima qualidade (bem melhores do que os fertilizantes químicos), muitas vezes misturados à água e, portanto, em forma líquida, mas em alguns tipos de processos também podem ser sólidos.

Além de fornecer estes dois produtos, o uso dos biogestores proporciona muitas vantagens:

- É uma forma de se fazer o saneamento básico residencial, em que seja feita a coleta de fezes humanas e animais sem adição de água e misturada com os resíduos orgânicos, como podas de gramados, e folhas de arvores e plantas varridas da mesma residência;

- Evita a poluição do meio ambiente com os dejetos orgânicos, sobretudo das águas, que tradicionalmente foi o seu principal destino, mas também do solo.

- Combate o aquecimento global, pela queima do gás metano, nove vezes mais causador do efeito estufa do que o Co² resultante da sua queima.

- Reduz significativamente o espaço utilizado para o tratamento dos dejetos animais, em relação a outro método mais atrasados utilizados pelas prefeituras como as lagoas de decantação.

- Elimina os maus odores dos dejetos animais

- Reduz significativamente as moscas.

Como funciona?
O sistema biodigestor é composto basicamente por duas caixas de fibrocimento ou fibra de vidro de 1000L cada, facilmente encontradas no comércio, conectadas exclusivamente ao vaso sanitário, (pois a água do banheiro e da pia não têm potencial patogênico e sabão ou detergente tem propriedades antibióticas que inibem o processo de bio-digestão). E uma terceira caixa de 1000L, que serve para coleta do efluente (adubo orgânico).

As tampas dessas caixas devem ser vedadas com borracha e unidas entre si por tubos e conexões de PVC de 4pol, com curva longa de 90° de ângulo no interior das caixas e T para inspeção no caso de entupimento do sistema.

Os tubos e conexões devem ser vedados na junção de cada caixa com cola de silicone ou equivalente, e o sistema deve ficar enterrado no solo para manter o isolamento térmico.

Inicialmente, na primeira caixa deve ser colocada aproximadamente 20 L de uma mistura com 50% de água e 50% esterco bovino (fresco). O objetivo desse procedimento é aumentar a atividade microbiana e consequentemente a eficiência da bio-digestão, esse processo dever ser repetido a cada 30 dias com 10 L da mistura água/esterco bovino através da válvula de retenção.

O sistema conta ainda com duas chaminés de alívio colocadas entre as duas primeiras caixas, para a descarga do gás metano acumulado (CH4), caso não queira usar o gás metano no queimado do fogão.

A coleta do efluente é feita através do registro de esfera com 50 mm de espessura, instalado na caixa coletora(Ultima caixa).

Caso não se deseje aproveitar o efluente como adubo e utilizá-lo somente a água para irrigação, pode-se montar na terceira caixa um filtro de "areia com brita", que permitirá apenas a saída de água sem excesso de matéria orgânica dissolvida.



SISTEMA DE REAPROVEITAMENTO DE ÁGUA
Estudando algumas opções para economia de água potável, verificamos que o reuso da água do banho é uma opção bastante interessante para a redução de uso da água potável em aplicações simples como, por exemplo, no uso das descargas dos vasos sanitários. Essa água é denominada de água cinza (Greywater). Bastante utilizada para irrigação em outros países. Esse processamento pode ser feito com o uso de uma estação de tratamento de água residencial.


Estação de tratamento de água

Essas estações são mais comuns nas regiões do país aonde não existe tratamento de esgoto da rede pública. Mas já começaram a surgir, também nas grandes cidades, casas com estações próprias para tratar seus detritos que incluem um sistema de reaproveitamento da água.


A disposição acima parece ocupar muito espaço mas o espaço necessário é bem pequeno: cerca de quatro metros quadrados. E os custos nem são tão altos assim. Com cerca de R$ 6 mil (Em março de 2014) é possível construir uma ETE (estação de tratamento de esgoto) em uma casa com três quartos e cinco moradores.

Estima-se que cerca de 30% a 40% do que é consumido em água numa residência poderia ser não potável. Se a água tratada pela “ETE” for utilizada para estes fins, a economia chega a 30% — destaca Daniel Xavier, diretor comercial da “Rotogine Saneamento Ambiental”, uma das empresas que fornecem esse tipo de estação.

Ainda existe muito preconceito e receio com relação a qualidade da água de reutilização. Isso é uma questão cultural. Sempre são feitos mais investimos em redes e elevatórias para mandar o esgoto pra longe das moradias do que os investimentos feitos na qualidade do tratamento.


E, para ser sustentável, é preciso resolver a questão na origem mudando a forma de pensar das pessoas, diminuindo a geração do esgoto ou reaproveitando-o, e não, mandando o problema para os outros isso pode virar uma tabela de vai e volta e acabar voltando pra você.






Referências
http://pt.wikipedia.org/wiki/Biodigestor_anaer%C3%B3bico
http://www.sempresustentavel.com.br/hidrica/reusodeagua/reuso-de-agua-do-banho.htm


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